domingo, 2 de maio de 2010

Meu maior medo é descobrir que o mundo é grande demais para que eu o abarque com apenas meus dois braços. Todos os meus medos derivam deste medo primordial da raça humana: pensar na posteridade, pensar em tudo o que eu não vou ver, sentir, fazer... paralisante, não? Nem tanto se você pensar bem... para os que descobrem o caminho do meio, isto significa encontrar a dose de motivação que faltava para nos aproximarmos e flertarmos com os nossos sonhos, motivar nossas conquistas e dedicar nosso cansaço ao Fado. O destino é cruel, para os que se deixam arrastar, o destino é duro com os que o enfrentam. Não há salvo conduto para você que está aí do outro lado, você que já leu Nietzsche ou duvida de sua própria fé. Console-se. Não há salvo conduto para ninguém. Nossa vida está fadada a ser pequena demais para um universo tão grande e insistimos em criar mais instrumentos de tortura para nossa curta existência. Não se preocupe com o que lê. preocupe-se com o que há do lado de fora da sua janela, com aqueles que já te olharam nos olhos em busca de algo que não fosse mais dúvidas.

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