domingo, 30 de outubro de 2011

Origens

Hoje perturbei-me ao pensar que cada vez mais caminhamos para um universo menos palpável. A mecânica quântica, a teoria da relatividade especial e a teoria das supercordas só nos diz o quanto tateamos por tantos anos para encontrar respostas que tangem nossas percepções e nossa capacidade de pensamento. Uma imagem mental me vem muito forte quando esforço-me para metaforizar estes pensamentos: seremos como seres que habitam um quarto escuro com um livro com as respostas na mão. Talvez isto não seja mais reconfortante do que descobrir que não há respostas. A consciência da mortalidade e finitude é inevitável se nos aventuramos por este labirinto de "e se...", mas me maravilha pensar que eu, um aglomerado banal de poeira das fornalhas cósmicas, tenha a capacidade, a ousadia e a grandeza de conseguir querer encarar a nossa cegante origem. É sempre isto quando olho para o céu noturno. Foram estes os pensamentos que me assaltaram ao ver o brilho prateado de Júpiter e a magnificência opalescente de Sirius no céu. Foi só isso.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mãos limpas salvam vidas!

Insônia

Há algo belo e terríel na insônia. Há algo de primordial como a defesa de nossa própria consciência contra o libelo dos pesadelos reprimidos. Estou preocupado, não sei bem com o que. Alguma coisa me preocupa no fundo da minha mente, algum comentário que não processei corretamente, uma coisa que deixei de fazer.... sei lá. Sei que "ela" povoa meus pensamentos. Difícil acreditar que as coisas acabem assim. Pior, que diluam-se em decepções e não acabem de fato. Como faço para enterrar e definir o que se passou como parte do passado, sepulto? São os dedos das sombras que roçam-me a consciência, confundem minha inteligência. Há dor e medo, paixão e desespero sobre o porvir. Lanço-me em vôos cada vez mais altos. Agora entendo em parte onde está o übermann de Nietzsche, me entando como a corda atada sobre o abismo, entre o id que fui e a busca pelo übermann. Minha consciência está como Natasha, do Capital Inicial: "O mundo vai acabar e ela só quer dançar..."
Enfim.
Volto a mergulhar em minha insônia. Feliz Aniversário, Arlequim!

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