quinta-feira, 12 de julho de 2012

Dia do Rock - A catarse da música, a dor da vida.

Viver não é fácil. A vida é uma grande peça encenada por atores mascarados, melífluos, sacanas. Os amigos são poucos, o dinheiro é sempre pouco e às vezes perdemos o sentido de tudo. E o rock, entra aonde? Exatamente aí. Onde as deseperanças confluem, quando o fardo do destino nos parece demasiado pesado, como se fôssemos programados para sofrer, o rock é uma catarse. Uma palavra que eu adoro, que expressa ao mesmo tempo a libertação dos desejos primevos, a sintonia com o todo, a purgação das culpas, o esquecimento das mentiras e o redescobrimento de uma alegria pulsátil e selvagem, adormecida entre as civilidades cotidianas. Rock é isso, um grito que sai, uma alma liberta e incontestável pulando de montanha em montanha, como diria Nietzsche sobre a übermensch. Quando eu o ouço, quando me concentro nele, ele me envolve denso e puro. Sinto-me trasportado ao centro do universo, ouço a canção das galáxias se formando, viajo, piro, minhas pernas são pedestais pro meu ser insustentável, minha boca sente o gosto do som, meus ouvidos e meu coração passam a ser um só com o estridor da bateria, os riffs das guitarras soluçantes e o clamor rouco do baixo. Eu sou outra pessoa, eu sou todo mundo. Algo cresce em meu peito, se expande se eleva e me enleva como uma melancolia gostosa, um saudosismo justificável e a certeza da superação. O rock é uma tatuagem morna nas costas que faz-me esticar a coluna e sentir as pupilas dilatando-se lentamente à meia luz, o ar ficando mais rarefeito e mais puro. Another brick in the Wall, Satisfaction, I wanna be sedated, Stairway to heaven, Back in Black, Civil war, Crazy train, the Pretender, There is a Light that Never Goes Out, In between days. Shoul I Stay or should I go. Rock, rock, rock! Não procurem pelo rock por aí, ele corre aqui pelas minhas veias e talvez corra pelas suas, mas uma coisa eu garanto, ele não está por aí afora. Ele está aí dentro, ou não está. Mas o rock, como as grandes coisas da vida é difícil de ser determinado e ficar comedido a descrições tangentes. O rock, indiscutivelmente é pra ser vivido! Feliz dia do Rock!

share