sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Clepsidra

Hora de dormir? Se a noite escorre às 1:27, se o vinho que consumi me consome, pequenas partículas no funda da taça, pequenos pensamentos no fundo da mente, grandes pensamentos num lugar mais afastado. Sou coração e artérias ou sou a régua e o compasso? Era uma sexta-feira para confissões e para o abraço, mas quero estar onde ninguém jamais esteve: encarando este ser estranho que mora no espelho, profundidades às vezes verdes, às vezes amareladas que me olham com insistência, convidando para um diálogo. Onde estão os filhos sem deuses? Os perdidos, os baroneses? Tome meu ossos e os jogue fora, de mim só quero a vida, sem choro para a morte, sem lágrimas desperdiçadas em êxtases vazios. Hearts of hard stone are falling from the sky, they're struggling for something, I don't know why or what. I'm just in my pace, looking for the hidden one, this substance in time we can't define, just feel like a soft breath behind the neck. I'm trembling and confuse but I have never been so clear, so clever, so high. Let's jump mountain to mountain, let's do what we want, dancing in owe to bonfires and ancient gods. It's taking our lives away, G. is being murdered slowly, a cell each day, he has been bleeding, he is so sad, so...  Friday. A friday for our brothers who's fallen. We'll never meet again, a lot of after life bullshit. But ces't la vie. Let's sleep, maybe dream

share